Liberdade religiosa

Posted in Loucuras e Sandices, Refletindo on dezembro 7th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Vi no Vida sim, Aborto não!

Nesta semana ativistas gayzistas planejam um avanço, no Senado Federal, do famoso PLC 122/06, que torna crime inafiançável a crítica ao comportamento homossexual: de acordo com o projeto de lei, torna-se criminosa toda pessoa que expressar uma opinião contrária ao homossexualismo – pastores e padres que criticarem a conduta homossexual em seus sermões/homilias podem ser presos ainda que não expressem nada além do que posição contrária.

No dia 08/12/2010 (quarta-feira) haverá Sessão Ordinária na Comissão de Direitos Humanos para discutir diversos assuntos já estabelecidos em pauta. Sendo aprovado no Senado o PLC 122 voltará para a Câmara dos Deputados onde nasceu.

E a aí que está o perigo e a armadilha principal, pois existe uma forte mobilização para que na semana seguinte à aprovação do PLC 122 pelo Senado Federal, ele seja votado imediatamente no Plenário da Câmara.

O que fazer? Escreva para todos os senadores alertando-os e pedindo posição contrária ao PLC 122.

É interessante como a luta por direitos iguais nos levou (a nós, como sociedade) ao lobby por direitos diferentes, inclusive maiores do que os direitos garantidos a todos pela Constituição.

E isso fará com que a crítica ao comportamento seja considerada crime. Se o PLC 122 for aprovado, o preconceito será considerado crime inafiançável, e a discordância também, mesmo que essa discordância seja filosófica ou religiosa.

Na verdade os grupos gays (e feministas, e abortistas, e movimentos negros e etc…) têm adotado essa postura há anos:

- Você discorda de mim? È porque você é cheio de preconceitos.

- Vou lhe explicar então a razão da minha discordância…

- Não me interessa! E tem mais, daqui a pouco vai virar lei e eu vou  te ver na cadeia!!!

A ironia é que os que dizem lutar pela tolerância são os mais intolerantes.

Que Maria Imaculada, cujo dia comemoramos em 08/12, olhe pelo Brasil e impeça mais essa atrocidade. Amém!

Santidade, vontade e vocação

Posted in Eu e meu ego, Igreja, Refletindo on novembro 15th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Pessoas, segue texto meu publicado no Tau Francisco!

PS: Ontem foi meu dia! Parabéns para mim! ^_^

Santidade, vontade e vocação

Meus amigos leitores do Tau Francisco, eu gostaria de retomar essa coluna com uma reflexão que é também um testemunho.

 No Dia de Todos os Santos, Frei Marcelo falou sobre a santidade na homilia da missa de 12h15 do nosso Santuário de São Francisco de Assis. Uma reflexão interessante e propícia, sobretudo para mim. Explico…

Havia há anos uma pessoa na Igreja que me chamava de “meu santo”. Era “bom dia, meu santo!”, “como vai, meu santo?”… Isso me incomodava profundamente, porque eu sei do meu pecado, e cada “meu santo” que eu ouvia da boca desse meu amigo era como um espinho entrando na minha alma para me lembrar que de santo eu não tinha nada.

Mais ou menos por essa época eu tomei uma atitude que teve como uma das conseqüências o fim de um coral de que eu fazia parte. Conversando sobre isso com uma amiga, ela me disse: “Fabão, eu conheço você há anos e sei que você não tem maldade no coração. Sei que você não queria nada disso”. Mais uma vez minha alma se contorceu em dor, porque eu conhecia a maldade que havia no meu coração.

Essa postura acontecia porque eu tinha uma mentalidade de barganha com Deus. Eu pensava “vou jejuar para que Deus me perdoe”, “vou rezar para que Deus me santifique”, “vou fazer algo para que Deus faça algo por mim”. Eu não entendia verdadeiramente a gratuidade do amor de Deus. Eu não tinha a menor idéia de que a minha santidade ou o meu pecado dependiam mais das minhas intenções e da minha vontade que dos meus atos.

Eu estava preso numa “pragmática da salvação” e negociava com Deus. Eu tinha um pensamento de fariseu, porque eu achava que o cumprimento da vontade de Deus se limitava à lei, à prática. Tenho certeza que, se eu enxergasse o que havia de bom em mim, eu me tornaria fariseu por completo.

Conforme o tempo foi passando, e fui aprendendo um pouco mais sobre o nosso Deus e buscando viver mais a fé, fui entendendo que essa minha cobrança não faz o menor sentido. Claro que não sou perfeito, claro que não sou perfeitamente puro de coração. É claro que eu peco. Mas o mais importante eu tenho: eu quero ser santo, eu quero que meu coração seja purificado.

Só que anos de cobrança não vão embora de repente. Anos de uma postura psicológica e espiritualmente nociva não se transformam de uma hora para outra em profunda serenidade e paz de espírito.

Por isso, foi importantíssimo (para mim, repito) ouvir o Frei Marcelo dizendo que a santidade está na vivência da própria vocação. Se eu sou casado, cuidar da minha esposa e cuidar dos filhos que um dia, se Deus quiser, teremos já é abraçar essa proposta de vida de santidade, já é um ato de santificação. A grande diferença está em não fazer isso por obrigação, mesmo que a promessa que fiz pelo Matrimônio me obrigue a essas coisas, mas por amor.

Hoje não vejo Deus como um operador de caixa registradora, registrando pecados e atos de caridade, vícios e virtudes, para cobrar o preço adequado. Hoje eu sei que o que tenho de bom é graça de Deus, e sei que meus atos em si não vão me santificar ou me condenar, mas esses atos, associados à intenção com que os executo, e ás circunstâncias, poderão se tornar canal da Graça de Deus para mim e para os outros, ou poderão fechar meu coração para a ação do Espírito Santo.

Hoje eu abraço minha vocação como Cristo abraçou a Cruz, ou seja, não vejo os deveres inerentes ao Matrimônio como uma obrigação, mas como obra e graça de Deus na minha vida, e quero cumprir esses deveres com alegria, por amor e com o coração disponível, gratuitamente.

Que Deus me ajude a ser cada vez menos fariseu, e cada vez mais cristão!

Sashimi

Posted in Eu e meu ego, Loucuras e Sandices on outubro 20th, 2010 by Fabão – 1 Comment

Acho sashimi de salmão um negócio meio sem graça. #prontofalei

Meu preferido é atum! Diliça! ^_^

Interlúdio

Posted in Blog on outubro 17th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Todos perceberam que o blog está em pausa. Tenho a dizer apenas que é uma pausa musical, um silêncio ativo, e não simples emudecimento.

Retornarei à atividade em breve com histórias novas e antigas.

Beijos a todos. Fiquem com Deus!

Um ano

Posted in Coração de Papelão, Eu e meu ego on setembro 19th, 2010 by Fabão – 1 Comment

Há um ano eu me casei. Há um ano eu abri mão da minha individualidade, e descobri minha identidade. Há um ano eu sou eu plenamente.

Essa é a verdade que descobri com o casamento, que abrindo mão de mim eu descubro quem realmente sou, e me encontro. Essa é a lição que nem todos entendem, e que a sociedade atual renega e repudia, a lição de que nossa felicidade está no outro, e não em nós.

Vivo hoje para minha família – por enquanto minha família é minha esposa, pois os filhos virão quando e como Deus quiser –, e vivo muito melhor que quando vivia somente para mim. Sair do próprio umbigo é uma experiência cansativa, que pode ser também dolorosa, mas extremamente proveitosa e recompensadora.

Descobri também que o casamento realçou minhas características. Percebi que sou mais individualista que gostaria, que sou mais teimoso do que gostaria, que sou mais paciente do que imaginava, e ao mesmo tempo mais impaciente com coisas específicas. Percebi que sou engraçado, brincalhão, preocupado, impulsivo, exigente, perfeccionista, extrovertido, carinhoso e muito nerd.

Isso pode ser óbvio para todos que convivem comigo, mas com o casamento eu fui levado a refletir, e percebi isso num nível que eu não havia alcançado ainda. E foi muito bom, pois aprendi que sou melhor do que achava que era, e ao mesmo tempo percebi que tenho muitas coisas a melhorar, e essa melhora já se iniciou.

Vou me tornar perfeito porque me casei? Provavelmente não. Mas vou me tornar uma pessoa melhor, e justamente por causa do casamento. Porque me encontrei, me vi, me observei, e porque decidi crescer com/para/por minha família. Essa é minha vocação, “que Deus me ajude a cumprir esta promessa”.

Naturalmente, eu não passei a existir só após o casamento. Venho de uma família que me ensinou a amar, que me mostrou a fé, que me amou e me formou. Esses valores aprendidos desde o berço é que me levaram a buscar um casamento santo, e Deus me deu a enorme graça de ter uma esposa que busca a mesma coisa.

À minha esposa, minha família, minha Maria: AMO VOCÊ, e quero amar cada vez mais, “como Cristo amou a Igreja”!

Amizade

Posted in Hora do recreio on setembro 7th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Amigos servem para muitas coisas, inclusive livrar você de situações embaraçosas… ^_^

E dizem que mulheres não têm amizades sinceras…

Diálogos surreais e semi-indecentes

Posted in Loucuras e Sandices on setembro 3rd, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Sendo bem direto, se você tem estômago fraco para duplo sentido ou piadas infames, pare de ler, ok? Vamos economizar constrangimentos.

Se continuar lendo, é por sua conta e risco… ^_^


Diálogo surreal 1:

No trabalho:

Fabão: – Uma mulher maneta é uma mulher que não tem mão, certo?

Zé: – Sim.

Fabão – E uma mulher que não tem buço? É uma bigodeta? (tem que falar antes que as pessoas falem sem pensar…)

Diálogo surreal 2:

Mais tarde, na casa da Mamma:

Mamma: – Eu já fiz tanta lembrancinha que quando for o casamento da Tutuxa eu não tenho mais idéia…

Pappa: – Faz a mulher sem buço. hahahahahahaha

Fabão: – Só vai ter que comprar um monte de Bombril… hahahaahahahahaha

Reflexão

Posted in Refletindo on agosto 25th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

“Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspecção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça”. (São Boaventura de Bagnoreggio).

A Parábola do Rato

Posted in Hora do recreio on agosto 6th, 2010 by Fabão – 1 Comment

Eu sou um cara impaciente com certas coisas específicas. Se eu recebo um e-mail com o assunto “FW: LINDO!!!!!! Tente ver sem chorar!” eu deleto sem pensar duas vezes, e faço questão de nao abrir.

Talvez por isso eu não conheça a Parábola do Rato, mas sua continuação é óbvia e por isso me diverti deveras com a versão que recebi por e-mail esta semana…


A Parábola do Rato

Certo dia, um homem entrou numa loja de antigüidades e se deparou com uma belíssima estátua de um rato. Bestificado com a beleza da obra de arte, ele correu ao balcão e perguntou o preço ao vendedor:

- Quanto custa?

- A peça custa R$ 50 e a história do rato custa R$ 1.000.

- O quê? Você ficou maluco? Vou levar só a obra de arte.

Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço. À medida que ia andando, percebeu mortificado que inúmeros ratos saíam das lixeiras e bocas de lobo na rua e passaram a segui-lo.

Correndo desesperado, o homem foi até o cais do porto e atirou a peça com toda a sua força para o meio do oceano. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas se jogarem atrás e morrerem afogadas.

Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor disse:

- Veio comprar a história, não é?

- Não! Eu só queria ver se você não tem aí uma estátua do Roriz!

Há algo errado…

Posted in No dos outros..., Refletindo on agosto 2nd, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Vi no Ler a Vida, e publico aqui na íntegra, com grifos meus…

Alguma coisa está fora da ordem

Algo está errado no mundo. Ou, no mínimo, estranho.

Teorias da conspiração à parte - e deixando de lado qualquer espécie de fanatismo ideológico, seja ele religioso ou não -, o certo é que tem alguma coisa esquisita, fora da ordem.

Nunca fomos tão individualistas. Nunca pensamos tanto em nós mesmos. O que interessa é o “meu” emprego, o “meu” salário, a “minha” tal estabilidade, a “minha” família, o “meu” sucesso, o “meu” futuro. Dane-se o resto.

Como consequência, nunca fomos tão sós, apesar de tantas companhias. Nunca tivemos tanto medo do outro. Nunca sofremos tanto com a violência. A desigualdade social assustadora, os abismos, nada disso nos sensibiliza mais.

Nunca fomos tão intolerantes. Em casa, no casamento, no trabalho, no trânsito. Até os mais mansos dos mansos aderiram ao discurso de não levar desaforo pra casa. Nunca fomos tão brigões. Nunca gritamos tanto.

Como consequência, nunca fomos tão chatos. A lamúria virou regra. Reclamamos de tudo e todos. Nada mais nos satisfaz. Conseguimos transformar senso crítico em intolerância.

A guerra de sexos nunca provocou tanto estrago em nós. As mulheres se perderam em um feminismo insano. E nós homens descobrimos nossa fragilidade da forma mais trágica possível.

E o sexo, sexo mesmo, também nunca provocou tanto estrago em nós. Na tv, ouvi esses dias um jovem dizendo que “já fu… com a irmã”. Às gargalhadas, contou que quando o incesto foi consumado, ele estava bêbado. Ela, drogada.

Ainda diante da tv, presenciei recentemente uma “especialista em sexo” decretando que em pouco tempo já não teremos mais a divisão homem/mulher, heterossexual/homossexual/bissexual, monogâmico/poligâmico.

Os pais não podem mais dar palmadas nos filhos, sob o surreal risco de irem parar na cadeia. Virou lei. O presidente sancionou, alegando que é necessário criminalizar os espancamentos. Ora, ora, espancar já é crime. Não era o espancamento que estava em jogo.

Sem palmadas, sem limites, nossas crianças crescem em busca de poder. Nunca fomos – crianças ou não – tão sedentos pelo poder. Não basta mais ser rico, milionário. É preciso ter poder. Muito poder. Assim, nunca fomos tão falsos. Tão infiéis. Tão traíras. Tão lobos vestidos de cordeiro.

Com poder em mãos, ou em busca de, nunca fomos tão sedentos de perfeição. Não aceitamos mais defeitos, limitações, frustrações. Não engolimos mais derrotas, inevitáveis. Queremos o corpo impecável - para sustentar nosso poder, nossa intolerância, nosso individualismo, nosso sexo.

Como consequência, estamos morrendo. Fisicamente, espiritualmente. E estamos morrendo como somos: imperfeitos.

Algo, definitivamente, está errado.