Refletindo

Reflexão

Posted in Refletindo on agosto 25th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

“Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspecção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça”. (São Boaventura de Bagnoreggio).

Há algo errado…

Posted in No dos outros..., Refletindo on agosto 2nd, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Vi no Ler a Vida, e publico aqui na íntegra, com grifos meus…

Alguma coisa está fora da ordem

Algo está errado no mundo. Ou, no mínimo, estranho.

Teorias da conspiração à parte - e deixando de lado qualquer espécie de fanatismo ideológico, seja ele religioso ou não -, o certo é que tem alguma coisa esquisita, fora da ordem.

Nunca fomos tão individualistas. Nunca pensamos tanto em nós mesmos. O que interessa é o “meu” emprego, o “meu” salário, a “minha” tal estabilidade, a “minha” família, o “meu” sucesso, o “meu” futuro. Dane-se o resto.

Como consequência, nunca fomos tão sós, apesar de tantas companhias. Nunca tivemos tanto medo do outro. Nunca sofremos tanto com a violência. A desigualdade social assustadora, os abismos, nada disso nos sensibiliza mais.

Nunca fomos tão intolerantes. Em casa, no casamento, no trabalho, no trânsito. Até os mais mansos dos mansos aderiram ao discurso de não levar desaforo pra casa. Nunca fomos tão brigões. Nunca gritamos tanto.

Como consequência, nunca fomos tão chatos. A lamúria virou regra. Reclamamos de tudo e todos. Nada mais nos satisfaz. Conseguimos transformar senso crítico em intolerância.

A guerra de sexos nunca provocou tanto estrago em nós. As mulheres se perderam em um feminismo insano. E nós homens descobrimos nossa fragilidade da forma mais trágica possível.

E o sexo, sexo mesmo, também nunca provocou tanto estrago em nós. Na tv, ouvi esses dias um jovem dizendo que “já fu… com a irmã”. Às gargalhadas, contou que quando o incesto foi consumado, ele estava bêbado. Ela, drogada.

Ainda diante da tv, presenciei recentemente uma “especialista em sexo” decretando que em pouco tempo já não teremos mais a divisão homem/mulher, heterossexual/homossexual/bissexual, monogâmico/poligâmico.

Os pais não podem mais dar palmadas nos filhos, sob o surreal risco de irem parar na cadeia. Virou lei. O presidente sancionou, alegando que é necessário criminalizar os espancamentos. Ora, ora, espancar já é crime. Não era o espancamento que estava em jogo.

Sem palmadas, sem limites, nossas crianças crescem em busca de poder. Nunca fomos – crianças ou não – tão sedentos pelo poder. Não basta mais ser rico, milionário. É preciso ter poder. Muito poder. Assim, nunca fomos tão falsos. Tão infiéis. Tão traíras. Tão lobos vestidos de cordeiro.

Com poder em mãos, ou em busca de, nunca fomos tão sedentos de perfeição. Não aceitamos mais defeitos, limitações, frustrações. Não engolimos mais derrotas, inevitáveis. Queremos o corpo impecável - para sustentar nosso poder, nossa intolerância, nosso individualismo, nosso sexo.

Como consequência, estamos morrendo. Fisicamente, espiritualmente. E estamos morrendo como somos: imperfeitos.

Algo, definitivamente, está errado.

Mídia, informação, lendas e fatos

Posted in Refletindo on julho 26th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Vi hoje no Caia na Real:

“A população brasileira não é informada. Ela é manipulada, corrompida e imbecilizada diariamente em nome do ‘bom jornalismo’. O que se faz no Brasil, e mais especificamente na TV, não é jornalismo, é colunismo social maquiado, é publicidade mascarada.”
(Luciana Lopez)

Não sei quem é Luciana Lopez… Sei que o autor tirou a citação do Observatório da Imprensa graças ao oráculo, e gostaria de comentar a respeito, com foco diferente do artigo original…

As primeiras pessoas que se colocaram a pensar a comunicação de massa no meio acadêmico atribuíam à comunicação um poder, quase mágico, de formar opiniões. A primeira teoria fala das agulhas hipodérmicas, que injetam o remédio ou o veneno diretamente na veia, e comparam a comunicação a uma agulha que define o pensamento do leitor/espectador.

Esse conceito foi depois revisto, mas de certa forma permanece até hoje (alguém aí já ouviu falar em “formadores de opinião”?), tamanha foi a popularidade da teoria.

Hoje em dia compreendemos que vários fatores influenciam a opinião do indivíduo, e também sabemos que a imparcialidade jornalística é lenda. Que editor autoriza uma notícia que prejudique o maior acionista do jornal e permanece no cargo?

Só que, sendo a imparcialidade impossível, os jornais brasileiros continuam querendo passar para o leitor a imagem de veículo imparcial. Essa parcialidade escondida é duramente criticada no meio acadêmico hoje, pois desde que o leitor saiba que o veículo tem uma tendência, um comprometimento ou um “rabo preso”, não há tanto problema em ser parcial, desde que respeitadas algumas regras básicas, como ouvir todos os lados de uma história.

É por causa dessa parcialidade mascarada que concordo com a Luciana Lopez que “o que se faz no Brasil, e mais especificamente na TV, não é jornalismo, é colunismo social maquiado, é publicidade mascarada.”

Vilões

Posted in No dos outros..., Refletindo on julho 14th, 2010 by Fabão – 2 Comments

Vi no Pelos cotovelos e cotovelinhos um post excelente

No post a autora do blog fala de uma vez que sua filha brincou de bruxa, e comenta que os paranóicos do politicamente correto pensariam a respeito.

Eu já falei aqui o que penso sobre essa idiotice do politicamente correto, e minha opinião não mudou, mas acho interessante essa reflexão.

Qual o problema com os anti-heróis e os vilões? Por quê tantos pais e educadores se esforçam tanto para que os filhos sejam príncipes e princesas, criados numa bolha e pensando como teletubbies?

Não se trata de estimular um comportamento imoral ou reprovável, mas de permitir que a criança saiba que todos podemos escolher entre ser bruxas ou princesas, heróis ou vilões. E mesmo de saber que o Anakin dentro de nós pode se redimir, ainda que no fim da vida.

Trata-se ainda de ensinar às crianças que somos seres multifacetados, e que mesmo sendo bons, temos nossos momentos ruins. É importante saber lidar com esses momentos, para aprendermos também a lidar com frustrações e a controlarmos nossos impulsos.

Insatisfação

Posted in Refletindo on julho 13th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Vamos falar de uma empresa fictîcia…

É uma empresa de gestores de mentalidade arcaica, sobretudo na alta direção.

É uma empresa que quer ser “uma das melhores empresas para se trabalhar”, mas que simplesmente não dá valor ao empregado. O comentário mais comum dos gestores da empresa quando um empregado manifesta insatisfação é “os incomodados que se retirem”, apenas numa versão mais polida.

Essa empresa ainda não percebeu, assim como os seus gestores, que o empregado insatisfeito não dá tudo o que pode dar à empresa, e que quando sai da empresa (porque ele não pretende se aposentar nesse lugar) representa conhecimento perdido.

Alguém poderia argumentar que a entrada de pessoas diferentes vai “arejar” a empresa, mas o acomodado (que não trabalha direito) não vai sair porque não está incomodado; o quase-aposentado não vai sair porque não vale a pena começar um novo caminho em outro lugar para se aposentar em cinco anos ou menos…

Quem vai sair é o empregado que se dedica, que quer trabalhar pelo melhor da empresa, que se irrita com a má-vontade de alguns colegas, que quer fazer mais e melhor, mas não pode pela buRRocracia da empresa e pelas políticas internas sem sentido.

Claro que é comum que o empregado fictício dessa empresa fictícia saia da empresa antes mesmo de completar 10 anos de casa, ou talvez pouco depois.

E aí? Alguém por aí trabalha numa empresa parecida com essa empresa fictícia?…

Cabô!

Posted in Refletindo on julho 2nd, 2010 by Fabão – 3 Comments

Brasil quis espremer laranja e volta para casa só o bagaço…

PS: Diante dos meus últimos posts, penso em criar um twitter… Como eu ainda não sei para que serve esse negócio, vou só pensando…

O dia

Posted in Coração de Papelão, Refletindo on julho 1st, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Hoje foi um dia monotemático, mas mesmo assim não foi monocromático.

Viver é bom! ^_^

Lógica abortista

Posted in No dos outros..., Refletindo on maio 25th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

A maioria dos argumentos abortistas se desfaz sozinho. Isso todo mundo que acompanha a discussão e tem um mínimo de senso crítico e honestidade intelectual sabe.

Vi um pot bem antigo do Vida, sim! Aborto, não!, com sugestões de roupas para os participantes da Marcha pelaVida de 2008 e uma das sugestões me deixou pensativo. Segue a sugestão abaixo:

Um dos argumentos abortistas mais ridículos é dizer que não há um bebê na mulher até um determinado momento. Alguns abortistas inclusive não chamam o nascituro de criança ou bebê em nenhum momento da gravidez.

Pensemos. Se não há uma criança, não há gravidez. Se não há um bebê crescendo e se desenvolvendo no seu útero, você não está grávida. Se não há gravidez, não faz o menor sentido falar em aborto, muito menos no eufemismo “interrupção da gravidez”!!!!!

No entanto, se há a possibilidade de ocorrer um aborto (espontâneo ou induzido), é porque a mulher está grávida. Se a mulher está grávida, é porque há um bebê dentro de seu útero. Se há um bebê dentro do seu útero, deve-se admitir a verdade do (a meu ver) maior argumento pró-vida: aborto induzido é infanticídio!

Resta algo mais? Só as estratégias abortistas usadas para enganar a população, como as pesquisas financiadas e os dados adulterados/mascarados. A discussão não acabou. Vamos em frente pela vida!

Paixão

Posted in Igreja, Refletindo on abril 2nd, 2010 by Fabão – Be the first to comment

O sacrário está vazio.

O altar está nu.

Meu Senhor morreu pagando por meus pecados.

Guardo silêncio.

Marxismo de botequim

Posted in Loucuras e Sandices, Refletindo on abril 1st, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Saiu uma pérola ontem no site do Sindicato dos Bancários de Brasília…

“Grande parte da monstruosa desigualdade social que existe em nosso país até hoje foi construída durante o regime dos generais…”

 A afirmação acima é tão escandalosamente tendenciosa que tem cheiro de ideologia marxistazinha de botequim, tão ultrapassada quanto o marxismo “sério”.

 Claro que a ditadura militar foi nociva e fez monstruosidades (como toda ditadura, aliás, inclusive as comunistas na China e em Cuba, tão amada pela esquerda brasileira), mas uma afirmação como essa ou se deve a desconhecimento do mínimo da história do nosso país ou a pura desonestidade intelectual. Até posso acreditar que foi total desconhecimento histórico, mas isso não é assim tão menos preocupante.

 Quem quiser ler um estudo sério sobre a origem da desigualdade social no Brasil deve ler “Raízes do Brasil”, do Sérgio Buarque de Holanda. É um entre vários, mas é um excelente começo.