Igreja

O Amor de Deus

Posted in Igreja, Refletindo on janeiro 18th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Texto novo no Tau Francisco. Como de costume, o link está aqui, mas a íntegra segue abaixo.

Abraços,

Fabão

O Amor de Deus

“O Amor se dá e se derrama. Não é devido, não é cobrado, é Graça!”

Foi particularmente difícil escolher o tema deste primeiro texto de 2010. Pensei em comentar as barbaridades do Plano de “Direitos Humanos” do governo Lula, pensei em falar da Misericórdia, pensei em falar das vestes litúrgicas do sacerdote, pensei em comentar notícias católicas pelo mundo, mas há um tema recorrente na minha vida, e não podia deixar de ser assim… Então falemos do amor do Amor.

O amor de Deus não é algo ao alcance da compreensão humana. Só podemos compreender minimamente o amor de Deus quando olhamos o mundo com os olhos cheios de amor, e eu diria cheios do Amor.

A própria existência humana é um ato de amor do Pai, especialmente depois do pecado original, pois diante de tão grande e maravilhoso Criador, diante do imensurável amor de Deus; a desobediência poderia ser justamente punida com a aniquilação da criatura, mas não o foi.

E por que o pecado de Adão não resultou na extinção da humanidade? Porque Deus criou o homem na liberdade e para aderir livremente a Deus, só que a liberdade que Deus dá ao homem não é direito do homem, não é algo que possamos reivindicar como nosso, nesse sentido possessivo que vemos tanto nos nossos dias. O livre arbítrio nasce da liberalidade, do Amor e da Misericórdia do Criador, que não quer adoradores desprovidos de senso crítico, mas pessoas que desejem a união com Deus de forma livre e consciente. O homem torna-se então livre para dizer sim ou não a Deus.

Diante dessa liberdade, Eva é seduzida pela serpente, da mesma forma que Adão é seduzido. E então começa o mais maravilhoso ato de Amor de Deus: a salvação do gênero humano.

Costumamos falar da salvação lembrando-nos de seu acontecimento central, que é a encarnação do próprio Deus no meio de nós, sua paixão e ressurreição. No entanto, não podemos esquecer que essa é a realização do plano de salvação de Deus, mas todo plano é um processo, e a salvação se concretiza em Cristo, mas não começa no seu nascimento. A salvação começa no momento em que Adão sai do Éden. A expulsão foi justa, mas o Senhor não abandona seus amados, e busca revelar-se ao homem, que não o vê mais como via no paraíso.

O resultado? Abraão, Noé, Moisés, a Lei, os profetas. Todo o Antigo Testamento mostra a labuta de Deus no intuito de revelar-se ao homem, de preparar o homem para a chegada do Cordeiro, para a salvação, de mostrar ao homem o que é o homem e qual sua vocação. Então vem Jesus, na plenitude dos tempos, no ápice da história da salvação, mostrar-nos até onde vai o Amor de Deus. É Jesus a plenitude da revelação, o Messias esperado, o ungido do Senhor!

É ele que “revela o homem a si mesmo plenamente e descobre-lhe a sua sublime vocação” (Constituição Pastoral Gaudim et Spes, 22). Em Jesus, o ser humano vê o Senhor face a face novamente, não chora mais o nosso coração com saudade do paraíso, pois o Céu desceu à Terra, nosso Deus está aqui!

Se a medida antes era a Lei, agora é o amor, ou melhor, o Amor, pois a lei existia para nos levar a Cristo (Gl 3, 24), para levar-nos ao Amor. O mesmo Amor que luta pelo homem desde o pecado original, que aceita o arrependimento e o ato de contrição do criminoso que foi crucificado ao seu lado (Lc 23, 39-43), que olha para o homem pecador e se compadece, e tal compaixão (fruto do amor) é tão arrebatadora que prostitutas abandonam sua vida anterior, homens deixam seu ofício apenas para segui-lo (MT 4, 18-22), pecadores reconhecem que não são merecedores da presença do Amor, mas reconhecem nele a salvação (MT 8, 5-8).

Mas o Amor se dá e se derrama. Não é devido, não é cobrado, é Graça!

Que saibamos corresponder a este Amor tão grande e tão maravilhoso. E que neste ano de 2010 sejamos repletos de amor, para que irradiemos a face do Senhor por onde passarmos! Amém!

Esportista não praticante

Posted in Igreja, Refletindo on janeiro 5th, 2010 by Fabão – 2 Comments

Escrevi recentemente um texto para o Tau Francisco, contendo uma reflexão sobre um texto do Fred. É um assunto que sempre me intrigou e incomodou, pois entendo que religião implica em prática religiosa, não só em afirmar-se religioso. O link para a reflexão no Tau está aqui.

 

Esportista Não Praticante

Dois amigos se encontram e um pergunta ao outro:
– E aí, cara? Há quanto tempo, hein? Como vão as coisas?
– Muito tempo mesmo. Tudo bem. E com você?

– Tudo tranqüilo. Você ainda joga futebol? Eu lembrei que você jogava profissionalmente…
– Jogo sim. Mas jogo num time que não participa dos campeonatos promovidos pela CBF.

– Como assim?
– É porque eu discordava de muitas regras do futebol. Então me uni a um grupo de amigos que também discordavam de algumas regras e montamos um grupo que joga de forma independente.

– Interessante…
– Pois é. Começamos a jogar com um grupo pequeno. Aí fomos chamando outras pessoas e tentando convencê-las que as regras da FIFA não são corretas. Nosso grupo foi crescendo e já estamos atuando em mais de dez países em três continentes.

– Mas que regras são essas?
– Ah, são várias. Por exemplo: não concordamos com a regra do impedimento. Pra nós, para ocorrer um impedimento depende do jogador que está entre o último jogador de defesa e a meta. Se o jogador “impedido” tiver um numero ímpar na camisa, só será impedimento se o jogador mais próximo dele for ímpar também.

– Que estranho…
– Estranho nada. Foi lendo a regra original escrita em 1863 pela Football Association da Inglaterra que chegamos a essas conclusões. Afinal de contas, lendo a regra original podemos todos chegar às mesmas conclusões.

– …
– Outro exemplo de regra que não concordamos é a do pênalti. Aliás as áreas são completamente diferentes. Em primeiro lugar, não existe pequena área. Ela não serve pra nada mesmo. Só temos a grande área. E ela não é retangular. Ela é uma área circular com raio de quinze metros ao redor da marca do pênalti. Nós só consideramos pênalti se a infração ocorrer dentro da área e o jogador que ataca não estiver olhando para o marcador. Se ele estiver olhando ele tem obrigação de desviar da falta. Se ele estiver olhando e cair, é punido com o cartão laranja, que é uma mistura dos cartões amarelo e vermelho.

– Realmente, são umas mudanças bem radicais.
– Mas tudo é fruto da interpretação da regra original. A mudança mais importante é que nós não acreditamos que se um jogador pegar ou conduzir a bola com as mãos seja uma infração.

– Mas isso vai contra o próprio nome do jogo. Foot é pé em inglês…
– Tudo bem. Mas o futebol americano é jogado quase todo o tempo com as mãos. Isso é só um detalhe.

– Interessante. Essa conversa me deu algumas idéias.
– Porque?

– Lembra que eu jogava basquete? Pois é. Eu também discordava de algumas regras, mas, diferente de você, me afastei e virei um jogador não praticante. Até me falaram que eu deveria conversar com pessoas que jogavam há mais tempo que eu e poderiam me explicar melhor o porquê das regras. Mas achei que isso tudo era papo furado e preferi me afastar. Agora você me mostrou que posso seguir meu próprio caminho, inventar minhas próprias regras e até montar um grupo que posso convencer que estou certo.

– É isso aí. Mas não se iluda. Depois que criei meu próprio grupo já tivemos algumas dissidências internas que resultaram na formação de outros grupos. Uns traidores, sabe? Pra você ver como eles não tem coerência com o que defendem, já existem os dissidentes dos dissidentes.    (Texto em: http://fredegulhos.wordpress.com/2009/12/12/esportista-nao-praticante/)

Reflexão por Fabão:

Este texto foi escrito pelo meu irmão Fred e publicado em seu blog, Apesar do comentário final informar que se aplica a qualquer religião, vou trazer a reflexão para o Catolicismo, já que este é um site católico.

O texto parece sem sentido, não é? Ninguém jamais ousaria contestar a autoridade da FIFA em determinar as regras do futebol. No entanto, na vida espiritual, muitas pessoas se dizem católicas mas se consideram mais sábias que a Igreja. Quantas vezes não ouvimos algo como “eu sou católico mas não concordo com a Igreja em algumas coisas”, ou então “eu vou à missa, mas não sigo nada do que a Igreja ensina”? Ou pior, a aberração do “católico não praticante”?

São católicos que contestam a autoridade da Igreja, que foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 16, 18) e que recebeu a autoridade também de Jesus (Mt 16, 19 e Mt 28, 18-20), e que manifesta essa autoridade por meio da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério (2 Tim 2, 2). E essa atitude incoerente se tornou tão comum que não percebemos que é tão absurdo como um jogador profissional de futebol dizer que joga, mas não segue as regras.

Afinal, a minha subjetiva e limitada análise do mundo e da postura da Igreja é mais válida que a análise da Igreja, que tem autoridade dada pelo próprio Cristo, o auxílio infalível do Espírito Santo (Jo 16, 12-13), além de dois mil anos de filosofia e teologia desenvolvidos e fundamentados nessa autoridade e nesse Espírito? Seriam esses “católicos” (entre aspas mesmo) mais sábios que a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica?

Por fim, alguém já viu um budista, espírita, judeu, muçulmano ou mesmo um macumbeiro não praticante?

Fiquem com Deus!

Fabão

Natal 2009

Posted in Igreja on dezembro 23rd, 2009 by Fabão – Be the first to comment

Que o Senhor nos abençoe, para que tenhamos um feliz e santo Natal! E um 2010 repleto da Graça!

presépio

Habemus Papam!!!

Posted in Igreja on junho 10th, 2009 by Fabão – 1 Comment

Sem dúvida foi a Providência que nos deu Bento XVI!

Somente um teólogo “do primeiro time” para falar a um mundo tão irracionalmente racionalista e tão dogmaticamente arreligioso. Compartilho com vocês um trecho da oração do Angelus do dia 07/06/2009, domingo da Solenidade da Santíssima Trindade.

“La prova più forte che siamo fatti ad immagine della Trinità è questa: solo l’amore ci rende felici, perché viviamo in relazione per amare e viviamo per essere amati. Usando un’analogia suggerita dalla biologia, diremmo che l’essere umano porta nel proprio “genoma” la traccia profonda della Trinità, di Dio-Amore.”

Numa tradução fabônica – “A prova mais forte que somos feitos à imagem e semelhança da Trindade é esta: só o amor nos faz felizes, porque vivemos em relação para amar e vivemos para sermos amados. Usando uma analogia sugerida pela biologia, diríamos que o ser humano leva no próprio genoma a marca profunda da Trindade, do Deus-Amor”.

Poesia pura!

Viva São José

Posted in Arte por toda parte, Igreja on março 20th, 2009 by Fabão – 1 Comment

Um lindo poema, em homenagem a São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, tão justo e santo que foi escolhido por Deus para educar Jesus, padroeiro do Ceará, cujo dia foi comemorado ontem.

Que quando eu casar eu possa ser José para minha esposa.

Em tempo: o poema foi visto por mim aqui.

Os dois abraços
(Antônio Carlos Santini)

Inda se vê no céu a estrela matutina
A despedir seus raios sobre Nazaré
E já trabalha e sua o bom José:
Um tanto ferreiro, um tanto carapina

Inda é bem cedo: o galo da manhã clarina,
Convida o burgo pobre a se postar de pé.
Fina fumaça esfuma o céu, da chaminé
Da casa de maria, aos fundos da oficina.

Entra o menino e abraça o pai devagarinho…
E a túnica do pai recende a cedro e pinho,
O cheiro da floresta quando a chuva cai…

Se um dia, no calvário, ele abraçou a cruz,
Por certo há de se lembrar, o salvador Jesus,
Que tinha esse perfume a túnica do pai…

(Petrópolis – 12-02-99)

Rogai por nós, Santíssimo José, para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

A greve do bispo

Posted in Igreja on dezembro 20th, 2007 by Fabão – Be the first to comment

Pois é, esse negócio do Dom Luiz Cappio fazer greve de fome contra a transposição do São Francisco está dando o maior bafafá, e como eu não podia ficar de fora, vou comentar…

(este texto foi escrito em 19/12/2007, antes da resolução do Supremo, de “suspender a suspensão” das obras da transposição e do desmaio de Dom Cappio.)

Para contextualizar, essa idéia de mudar o curso do Rio São Francisco é antiga, e o objetivo (na versão oficial da coisa) é levar água à população do semi-árido nordestino. Dom Luiz Cappio é bispo de Barra, e sempre foi contra essa transposição. Já fez até greve de fome pra ver se impedia o processo, mas não deu em nada. Aí, vendo que as obras haviam começado ele resolveu entrar em outra greve de fome, e eu duvido que dê em alguma coisa dessa vez…

Em primeiro lugar, concordo com o bispo em alguns pontos… O dinheiro da transposição poderia ser aplicado em projetos mais simples e baratos, que levariam água à população do mesmo jeito, e talvez até de forma mais democrática (mais pessoas) e eficaz (mais água).

Vale lembrar que o semi-árido nordestino é assim (semi-árido) pq as nascentes foram se fechando devido ao desmatamento de séculos atrás, transformando os rios em lençóis freáticos. Então trata-se de aproveitar a água que está embaixo da terra, trazendo-a para cima. ;-)

Vejamos o projeto 1 milhão de cisternas. O projeto não é caro e envolve toda a comunidade na construção da cisterna, levando não só água, mas senso de comunidade e elevando a auto-estima dos locais, coisas que a transposição não faz… Outra coisa, é possível recuperar um ou outro curso de água (re)cavando as nascentes e (re)plantando mata em volta da nascente e do curso do rio. Dessa forma você cria fontes de água sem grande esforço e de forma bem efetiva, e é possível mesmo definir o curso do rio “renascido” em vez de redefinir o curso de um rio já exsistente… Essa última opção dá muito trabalho, talvez mais que a transposição do Velho Chico, mas creio que os benefícios a longo prazo são incomparáveis.

Mas então qual o motivo do investimento do governo nessa obra gigantesca? O motivo, amiguinhos, é que o tio Lula aprendeu na política que obra chama voto, e quanto maior a obra, mais votos chama. Um exemplo claro dessa “escola” é o Joaquim Roriz, que distribuiu lotes sem as mínimas condições aqui no DF em seu primeiro mandato.

[rápida digressão] Depois que o Cristovam Buarque assumiu, ele foi atrás de dar condições para os loteamentos. Fez um esforço danado para asfaltar, levar luz elétrica e água encanada para toda essa galera só pra ver o Roriz ser eleito de novo. E por quê o povo elegeu o Roriz? Porque as obras que o Cristovam fez não chamam a atenção, aí o Roriz fez o que faz de melhor: obras superfaturadas e distribuição indiscriminada de lotes… E foi reeleito… :-/ [/rápida digressão]

Voltando… Vamos agora aos pontos em que discordo do bispo. Vejam que não quero fazer juízo de ninguém, estamos falando das atitudes de uma pessoa, não de suas intenções. Eu acredito que Dom Cappio esteja com a consciência tranqüila e achando que o que faz é um bem para a população do semi-árido, só acho que a visão dele das coisas precisa ser clareada…

O que eu não ouvi ninguém falando até agora é que a greve de fome de Dom Cappio é um ato político. Parece óbvio, mas a cobertura da imprensa não deixa isso claro. O Vaticano pediu que ele saísse da greve de fome não porque (eu li isso) “pôr a vida em risco é contra a doutrina da Igreja”, mas porque essa “greve” não é um ato pastoral. Ainda que Dom Cappio ache que é, e ainda que a CNBB ache que é pastoral, trata-se de um ato político, contrário a outro ato político. Trata-se do choque de interesses políticos opostos, nada mais que isso.

Além do mais, existem outras formas de lutar. É possível mobilizar a população e chamar a atenção para o tema de diversas formas. Por exemplo, eu nunca ouvi falar que o Pe. Lódi (do Pró-Vida) estivesse em greve de fome ou outra greve de qualquer espécie. Ele nunca para! Esse é um exemplo, a meu ver, muito mais proveitoso que o de Dom Cappio. Se é para dar a vida, para consumir-se por uma causa, que seja uma causa humanística, não política.

Entre as pessoas que se dedicaram a causa humanísticas, há verdadeiros ícones, como Gandhi, por exemplo. Quanto às causas políticas, seus defensores podem se tornar heróis, mas somente aos olhos de quem compartilha sua visão. Um exemplo clássico é Ernesto Guevara, o Che. É um ícone entre os comunistas, “de esquerda” e vermelhos em geral, mas não passa de uma sombra para os reacionários e “de direita”…

P.S.: Esse negócio de greve de fome é esquisito. Minha fome só entra em greve quando eu como… O_o

P.S.2: Outra coisa estranha é a denominação política “de direita” e “de esquerda”… Geralmente associamos com o bem e o mal, né? Sendo que o lado bom é sempre o meu, claro… O_o

P.S.3: Em tempo, eu não sou “de direita” ou “de esquerda”. Como católico, estou ao lado do gênero humano, não de visões “recortadas” da realidade.

Voltando… (ou não…)

Posted in Igreja on julho 16th, 2007 by Fabão – Be the first to comment

Começando o post igual ao do Loucuras

Caramba, desde março que eu não posto… E o pior é que depois de amanhã eu viajo e passo mais 20 dias sem postar de novo…

Mas enfim, a vida é assim, né? :-P

A Igreja publicou um documento, no formato de perguntas e respostas, em que reafirma sua doutrina de que é a única Igreja de Cristo. Claro que isso foi suficiente para a imprensa fazer um escarcéu, os não-católicos dizerem que o papa é isso, que o papa é aquilo…

E no fim das contas ninguém divulgou que, na mesma resposta em que reafirma isso, a Igreja também reafirma que alguma parte da verdade pode ser encontrada em outras denominações cristãs, e que o Espírito Santo age nessas igrejas também.

E quem percebeu não falou disso porque ia ter que admitir que essa postura, de reconhecer o valor das seitas e religiões cristãs não-católicas, é muito mais flexível e benevolente do que a atitude das outras igrejas cristãs para conosco, católicos, pois muitas insistem em dizer que o papa é o anticristo, ou que os católicos são idólatras e outras calúnias mais, todas infundadas…

Para tirar suas dúvidas, leia o documento na íntegra (é bem pequeno…) aqui.

Em tempo: note-se que eu escrevi “reafirma”. Ninguém falou também que essas questões não são novas (nem um pouco), como se pode ver no documento. Ele apenas reafirma a posição de sempre da Igreja.

Padres

Posted in Igreja on janeiro 13th, 2006 by Fabão – Be the first to comment

As pessoas gostam de falar mal da Igreja, mas mesmo alguns católicos falam mal dos padres, ou de alguns padres.
Eu nunca vi um ex-seminarista criticando um padre, só gente que nunca entrou num
seminário… Aí está a razão…

“Ser padre exige vocação, generosa resposta ao chamado divino, e muita capacidade de estudar e trabalhar. Antes de criticar ou apresentar pretensas soluções, baseadas no “achismo”, procuremos conhecer o processo para formação de um padre, para podermos avaliar melhor o significado e o objetivo da experiência preparatória pela qual ele passou. Esse conhecimento suscitará, sem dúvida, o desejo de colaborar com ele, colocando-nos em sintonia com o seu trabalho na Igreja, que reverte sempre em nosso benefício e no de toda a Comunidade.”

D. Eusébio Oscar Scheid – Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Quem quiser ler o texto todo, clique aqui.

O "código" Da Vinci

Posted in Igreja, Loucuras e Sandices on janeiro 10th, 2006 by Fabão – Be the first to comment

Bem, se você está lendo isso, leia também os dois posts anteriores. São todos de hoje…

Eu já falei sobre o “código” Da Vinci num post anterior, mas aqui vai um trecho de um texto do Pe. Zezinho, que eu tirei do Veritatis Splendor, em que ele fala sobre os “tipos de católicos” e suas reações ao lerem o livro.
Meu interesse é maior sobre os “tipos” que sobre o livro.
Comentarei após cada parágrafo.

“Há um tipo de católico que nunca leu nenhuma biografia de santo, nenhum documento oficial, não leu nenhuma encíclica de qualquer papa que fosse, jamais abriu o catecismo, não leu nem lê a Bíblia, não assina revistas católicas, não vê programas católicos, mas quando vê o tal livro que diz que Jesus casou com Madalena e que existe um tal cálice sagrado em algum lugar do planeta, vai compra, lê e concorda e passa a defender o escritor. Nunca quis saber do resto, e teria dificuldade de lembrar os rudimentos do catecismo de sua primeira comunhão, mas fala do livro como se, agora, sim, a verdade tivesse aparecido. Não pode ser levado a sério. Afirma-se, mas não é católico.”

Esse é o tal “católico não praticante”… Se você não pratica uma religião, você faz realmente parte dela? Pode até dizer que é, mas não é mesmo! “Afirma-se, mas não é católico.”

“Há outro que sabe religião, mas também não tem visão abrangente da fé. Ficou na sua fé tangencial ligada a determinado movimento e também ele não lê História, nem Dogmas, nem Moral Católica, nem leu as encíclicas nem conhece o pensamento da Igreja. Limita-se aos livros de piedade do seu movimento. Ele descarta o livro com palavras nada agradáveis e o picha sem nunca ter lido. E não lê, porque seu mentor disse que o livro é do demônio e dele não deve ser lido por um católico. Se não leu, não deveria falar do que não conhece.”

Esse sábado eu estava conversando com alguns amigos e o Pedro falou algo muito interessante.
Ele disse que as pessoas que conhecem algo da Igreja, e até mesmo pessoas da Igreja procuram definir os católicos pelo movimento que freqüentam ou atuam.
“- Ah! Você é católico? Da carismática? Do Focolares? Da Escalada?…”
Isso não é necessário! Eu sou Católico Apostólico Romano, e isso basta! Não é o movimento que define minha fé! Não é o movimento que define minha religiosidade!
Além do mais, o movimento é um pedaço da Igreja Católica, então ser de tal movimento ou de outro movimento não define nada, eu continuo parte da Unidade da Igreja.
Mas, infelizmente, essas pessoas de fé tangencial que o Pe. Zezinho cita são assim, não se aprofundam nunca.
Na minha opinião, esses são os piores. Esses são os que são levados a outras religiões, ou a seitas protestantes, e atacam o catolicismo, dizendo que não conheciam a verdade. E realmente não conheciam, mas porque não buscaram a verdade que estava ali ao lado…

“Há o outro que conhece os principais livros do catolicismo e tem uma noção bem clara dos acertos e erros dos católicos. O livro de Dan Brown não o assusta e em muitos casos até leva ao riso. Dan Brown inventa fatos para provocar a autoridade da Igreja Católica, como o comediante inventa piadas para rir da autoridade do seu país.”

Deus permita que, algum dia, eu seja esse católico. De qualquer forma, enquanto não me considero digno, vou estudando. Um dia eu chego lá!

Beijos e até a próxima!
Paz e Bem!

Natal

Posted in Igreja, Loucuras e Sandices, No dos outros..., Refletindo on dezembro 28th, 2005 by Fabão – Be the first to comment

Roubado do Blog do Pedro. Não tenho comentários, o post fala por si e eu concordo plenamente com o autor.

Uma coisa me desanima no Natal, fora o tão-citado consumismo exagerado: a estupidez dominante. Ela acontece o ano inteiro, mas torna-se especialmente insuportável quando lembram na TV que Jesus andou por aqui e pouco se sabe Dele como o século XXI gostaria.

Tá, eu passei 15 minutos assistindo ao Fantástico no Natal para, sem qualquer explicação racional, viver momentos de indignação. Passaram dois quadros muito inúteis e mal-feitos, porém dogmatizados como axiomas, como só poderia haver naquele programa. Um deles foi sobre a provável dieta de Jesus, uma informação que pode ser construtiva para aquelas pessoas que acham que no Oriente Médio só existe pão, trigo (pra fazer pão) e peixe.

O outro quadro, não menos mal-feito mas igualmente imortalizado na Enciclopédia Globo de Descobertas, afirmava que Jesus teve irmãos de sangue, filhos de José e Maria. Só que isso é pura incapacidade de ler a Bíblia, já que os “irmãos” citados lá são filhos de Maria de Cleófas (que obviamente não é Maria mãe de Jesus) ou de Zebedeu, o que levaria a crer que ou Maria ou José eram adúlteros e pela lei judaica deviam ser apedrejados. Até já me inventaram “Tiagos” a mais para sustentar a tese dos irmãos de sangue, um último ato desesperado. A fórmula é simples: leia com cuidado e saberá a verdade, pois quem procura chifre em cabeça de cavalo bíblico certamente encontra.

E agora estou onde queria chegar. Natal é o nascimento de Jesus Cristo. Há dois mil anos faz-se a mesma pergunta: quem é Jesus Cristo? Explicações existem aos montes, cada um puxando a sardinha para o seu lado. Fala-se do “Jesus histórico” porque Jesus causa fascinação em qualquer um e carregar o “fardo religioso” ao se falar Dele pode ser muito pesado para alguns; mas não existe “Jesus histórico” e “Jesus religioso” como não há “Pedro bacharel em relações internacionais” e “Pedro pretenso escritor”, pois Pedro é um como Jesus é um. Fala-se de “Jesus sem-terra”, “Jesus comunista”, “Jesus revolucionário”, “Jesus rabino”. A pergunta é tão intrigante que o próprio Jesus Cristo a fez.

[Jesus] No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?
[Discípulos] Uns dizem que é João Batista, outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.
[Jesus] E vós, quem dizeis que eu sou?
[Pedro, sempre ele] Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!
[Jesus] Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Pedro disse a verdade porque não ouviu o que os outros achavam, sequer o que ele achava: a verdade foi-lhe revelada misticamente. Por causa disso Jesus confirmou o primado de Pedro frente aos outros apóstolos. Esta passagem inteira (Mt 16,13-19) está escrita em latim com mosaicos em toda à volta da nave da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Quem entra é convidado a olhar para cima como em qualquer templo grandioso, e ao levantar os olhos se depara com a pergunta milenar: “E você, peregrino? E você, Pedro, Tiago, João, Marília, Isabela — quem você diz que Eu sou?”

“No dizer do povo”, da mídia, do escambau, podem falar o que quiserem. Inventa-se muita coisa. Mas o Natal está aí, Jesus chegou, e a pergunta não se calou ainda.