Igreja

Curso de noivos

Posted in Coração de Papelão, Igreja on novembro 6th, 2011 by Fabão – 1 Comment

Neste fim de semana Leslie e eu trabalhamos no Curso de Preparação para o Matrimônio do Santuário São Francisco de Assis. É maravilhoso trabalhar na Pastoral da Família e poder contribuir para o crescimento desses nossos irmãos que se preparam para o casamento.

É muito bom poder deixar bem claro que casar é muito bom e ser casado é uma graça imensa. É muito bom poder testemunhar que O AMOR É POSSÍVEL!

Deixo aqui um “resumo”, tirado do youtube e visto no Vida sim, aborto não!

Está em espanhol mas é fácil de entender.

 

Que Deus abençoe a todos os casais que fizeram este Curso de Noivos. Que Nossa Senhora possa acompanhá-los na caminhada. E que a Sagrada Família de Nazaré seja para eles exemplo de fé e de confiança em Deus.

Que se exploda!

Posted in Igreja, No dos outros... on agosto 25th, 2011 by Fabão – Be the first to comment

Copiei do Frei Rojão.

 

Eu quero é que se exploda!

Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque Jesus não ressuscitou, mas é assim que falavam quando o Sinédrio judeu tentou calar em vão Pedro, Paulo, João e os outros apóstolos.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar por não concordar com o aborto e com a moral sexual sodomita, mas é assim que se dizia na Roma pagã enquanto a fé cada vez mais se espalhava entre romanos pobres e ricos.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque os avanços científicos supostamente tirarão a necessidade da fé, mas é assim que falavam quando São Justino e os outros sábios da patrística descobriam a unidade entre a verdade na filosofia e o Cristianismo.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar pelo terrorismo islâmico, mas é assim que falavam quando os hunos, vândalos e lombardos ameaçavam Roma.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar pelos escândalos no clero, mas é assim que falavam no Cisma Ocidental, quando havia dois papas rivais e a Igreja estava dividida.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque os governos não dão a mínima para a Santa Sé, mas é assim que falavam quando os papas eram eleitos debaixo da bota pesada dos imperadores de Bizâncio.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque é muito dogmática e não se adapta, mas é assim que falavam quando Voltaire, Rousseau e outros tontos escreviam seus libelos.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque as heresias neopentecostais estão roubando fiéis, mas é assim que diziam quando os cátaros hipócritas divulgavam suas mentiras gnósticas.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque o indiferentismo mina os católicos na Europa, mas é assim que falavam quando os iluministas exércitos napoleônicos faziam uma orgia na praça de São Pedro depois de capturar Pio VI, supostamente o último papa.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque não tem força econômica ou militar, mas é assim que falavam quando Stálin da finada URSS ironizou o poder do papa por não ter tanques nem divisões armadas.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque é muito dogmática e não se adapta, mas é assim que falavam quando o Concílio Vaticano II deu novo alento à vivência da fé no século passado.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque não consegue ser auto-suficiente financeiramente, mas é assim que falavam quando criticavam o fausto construtivo dos papas renascentistas e barrocos.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque seus bispos são ignavos, preguiçosos e ignorantes, mas é assim que falavam quando os bispos arianos esmagavam a fé ortodoxa com o patrocínio imperial.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque não fala a voz do mundo moderno, mas é assim que falavam quando Lutero, Calvino, Zwinglio e outros heresiarcas prometiam “reformar” a fé no início da Idade Moderna.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque a Igreja é muito rica e não liga para os pobres, mas é assim que falavam quando Francisco de Assis e Domingos de Gusmão saíram com seus irmãos para pregar através de uma vida de pobreza e obediência.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque o cristianismo supostamente destrói culturas nativas, mas é assim que falavam quando a Igreja, através dos jesuítas, defendia os índios da escravidão dos governos europeus.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque é obscurantista e inimiga da ciência, mas é assim que falavam enquanto os papas construíam universidade após universidade.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque os valores cristãos estão acuados e perdem espaço na sociedade, mas é assim que falavam quando nos serviam de janta aos leões no Coliseu.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque o papa atual é muito isso ou aquilo, mas é assim que falavam quando Donato tentou em vão dar um golpe no clero e virou o primeiro anti-papa.
Eu quero que se exploda! Há quem diga que a Igreja vai acabar porque o papa não tem apoio dentro do clero, mas é assim que falavam quando Bonifácio VIII convocou com sucesso o primeiro Ano Santo de 1300.
Eu quero que todos os que profetizam o fim da Igreja se explodam de vergonha!

Jejum e Abstinência

Posted in Igreja on março 12th, 2011 by Fabão – Be the first to comment

Algumas dúvidas se abatiam sobre mim sempre que chegavam os tempos penitenciais da Igreja. O que são o jejum e a abstinência? Quem deve fazer? Por que fazer? Até que eu fui atrás. Hoje partilho com vocês o ensinamento maravilhoso da nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Nos diz o Código de Direito Canônico – CDC:

Cân. 1249 Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados por lei divina a fazer penitência; mas, para que todos estejam unidos mediante certa observância comum da penitência, são prescritos dias penitenciais, em que os fiéis se dediquem de modo especial à oração, façam obras de piedade e caridade, renunciem a si mesmos, cumprindo ainda mais fielmente as próprias obrigações e observando principalmente o jejum e a abstinência, de acordo com os cânones seguintes.

Cân. 1250 Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas- feiras do ano e o tempo da quaresma.

Cân. 1251 Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cân. 1252 Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados a lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade.

Cân. 1253 A Conferência dos Bispos pode determinar mais exatamente a observância do jejum e da abstinência, como também substituí-la, totalmente ou em parte, por outras formas de penitência, principalmente por obras de caridade e exercícios de piedade.

Orientações da CNBB quanto aos cânn. 1251 e 1253:

1. Toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade.

2. A quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia.

Então vejamos:

Jejum

Não definido pelo CDC, localizei a definição no site The Catholic Encyclopedia: o jejum é fazer somente uma refeição completa no dia.

Eu costumo almoçar normalmente, mas no café e no jantar como menos do que comeria nos outros dias. Algumas pessoas podem preferir tomar um bom café reforçado e comer menos nas outras refeições, ou mesmo jantar bem e comer menos durante todo o dia, isso cada um resolve conforme sua preferência.

Algumas pessoas adotam práticas mais extremas de jejum, passando um ou mais dias comendo somente pão e bebendo somente água, ou mesmo sem comer absolutamente nada. Naturalmente, isso é uma expressão da espiritualidade da pessoa, pois extrapola a obrigação expressa no CDC.

Abstinência

“Abstinência de carne ou outro alimento”, diz o CDC. Abstinência de carne refere-se à carne de animais de sangue quente (vacas, búfalos, galinha, peru, porco…), e portanto sobram os peixes, frutos do mar, anfíbios (rã, por exemplo) e répteis (tartarugas, cobras, jacarés…). Na nossa cultura brasileira, anfíbios e répteis não são parte do cardápio da maioria das pessoas, então comemos peixe.

Quando fazer?

Pode parecer repetitivo, já que a resposta está clara no texto do CDC e nas orientações da CNBB, mas vamos falar de modo mais simples e claro.

Todas as sextas-feiras do ano são dia de penitência. Nesses dias pode-se praticar a abstinência ou mesmo algum ato de penitência, como ir à missa ou rezar o terço (para quem não tem o costume de fazer isso todos os dias), ou mesmo uma obra de caridade.

Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão do Senhor, jejum e abstinência, sendo que a abstinência pode ser substituída por outra prática de penitência, piedade ou caridade, e a CNBB recomenda mesmo a participação na Liturgia como substituto à abstinência.

Pessoalmente, eu costumo fazer a abstinência, e mesmo assim vou á missa na quarta-feira de Cinzas e à celebração da Paixão na sexta-feira santa, mesmo que tal freqüência à Liturgia não seja obrigatória.

Abusos

Há um certo costume de preparar uma peixada, mariscada ou bacalhoada e convidar toda a família, como se fosse dia de festa. Acho que o bom senso é suficiente para mostrar que isso não condiz com o espírito da penitência, não é?

Naturalmente, se uma família se reúne no almoço na sexta-feira santa e medita o mistério da Paixão do Senhor, cumpre o preceito mesmo que haja bacalhoada no cardápio. O abuso não é tanto o ato, mas mais a intenção e a atitude.

Outro costume comum é deixar de comer ou fazer algo durante a Quaresma. Eu conheci uma senhora que não fumava na Quaresma, e conheço várias pessoas que não comem chocolate ou bebem refrigerante nesse tempo (eu mesmo já fiz isso). Outras pessoas mudam atitudes. Eu já ouvi falar do jejum da língua, que algumas pessoas fazem e consiste em não reclamar ou não falar mal dos outros. Para a abstinência pode-se adotar outras formas de penitência, mas vamos combinar que parar com a murmuração e a fofoca é obrigação moral, e não penitência.

Exceções

É óbvio que pessoas com gastrite, úlcera, problemas digestivos, diabetes ou outros problemas que podem ser agravados pelo jejum não são obrigadas a fazê-lo. Da mesma forma que as crianças e os idosos também não são obrigados. É questão de bom senso. Imagine se um atleta vai deixar de se alimentar regularmente? É exigência do ofício. Para essas pessoas, sugere-se que adotem outras práticas penitenciais.

Sugestões

Deixo aos amigos leitores algumas sugestões de práticas penitenciais para a Quaresma. Se você tem costume de fazer essas coisas, tente outras… ;-)

  • Ir à Missa diariamente;
  • Rezar o Terço diariamente:
  • Rezar o Rosário diariamente:
  • Rezar diariamente a Liturgia das Horas ou o Saltério;
  • Meditar sobre um trecho da Sagrada Escritura diariamente (recomendo os trechos dos Evangelhos que narram a Paixão do Senhor ou algum dos salmos penitenciais);
  • Fazer ao menos uma visita a um hospital juntamente com a Pastoral da Saúde de sua paróquia durante a Quaresma;
  • Fazer ao menos uma visita a um presídio juntamente com a Pastoral Carcerária de sua paróquia durante a Quaresma;
  • Fazer ao menos uma visita a um lar de idosos durante a Quaresma;
  • Falar menos durante a Quaresma (não se trata de parar de falar mal ou de reclamar, mas de fazer uma espécie de voto parcial de silêncio, de falar só quando necessário ou quando alguém falar com você).

As possibilidades são muitas e a penitência é sempre proveitosa. Que vivamos uma santa Quaresma!

Paz e Bem!

Publicado no Tau Francisco na Quarta-feira de Cinzas, dia 09/03/2011.

Natal

Posted in Coração de Papelão, Igreja, Refletindo on dezembro 24th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Hoje é véspera de natal. A noite santa em que o Salvador deixou o palácio puríssimo em que morou por nove meses (o útero da Santíssima Virgem, preparado desde o início dos tempos para tão excelso “hóspede”) para nascer num estábulo e ser colocado num comedouro de animais para a adoração dos homens e de toda a criação.

Que o menino nasça também em nossos corações impuros e imperfeitos, para criar e fazer crescer a pureza e a perfeição em nós!

Mas nada que eu diga poderá ser mais significativo hoje que a antífona do dia:

O Emmánuel, rex et légifer noster, exspectátio géntium et salvátor eárum: veni ad salvándum nos, Dómine Deus noster.

Em português (trad. oficial da CNBB): Ó Emanuel: Deus-conosco, nosso Rei Legislador, Esperança das nações e dos povos Salvador: Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!

Santidade, vontade e vocação

Posted in Eu e meu ego, Igreja, Refletindo on novembro 15th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Pessoas, segue texto meu publicado no Tau Francisco!

PS: Ontem foi meu dia! Parabéns para mim! ^_^

Santidade, vontade e vocação

Meus amigos leitores do Tau Francisco, eu gostaria de retomar essa coluna com uma reflexão que é também um testemunho.

 No Dia de Todos os Santos, Frei Marcelo falou sobre a santidade na homilia da missa de 12h15 do nosso Santuário de São Francisco de Assis. Uma reflexão interessante e propícia, sobretudo para mim. Explico…

Havia há anos uma pessoa na Igreja que me chamava de “meu santo”. Era “bom dia, meu santo!”, “como vai, meu santo?”… Isso me incomodava profundamente, porque eu sei do meu pecado, e cada “meu santo” que eu ouvia da boca desse meu amigo era como um espinho entrando na minha alma para me lembrar que de santo eu não tinha nada.

Mais ou menos por essa época eu tomei uma atitude que teve como uma das conseqüências o fim de um coral de que eu fazia parte. Conversando sobre isso com uma amiga, ela me disse: “Fabão, eu conheço você há anos e sei que você não tem maldade no coração. Sei que você não queria nada disso”. Mais uma vez minha alma se contorceu em dor, porque eu conhecia a maldade que havia no meu coração.

Essa postura acontecia porque eu tinha uma mentalidade de barganha com Deus. Eu pensava “vou jejuar para que Deus me perdoe”, “vou rezar para que Deus me santifique”, “vou fazer algo para que Deus faça algo por mim”. Eu não entendia verdadeiramente a gratuidade do amor de Deus. Eu não tinha a menor idéia de que a minha santidade ou o meu pecado dependiam mais das minhas intenções e da minha vontade que dos meus atos.

Eu estava preso numa “pragmática da salvação” e negociava com Deus. Eu tinha um pensamento de fariseu, porque eu achava que o cumprimento da vontade de Deus se limitava à lei, à prática. Tenho certeza que, se eu enxergasse o que havia de bom em mim, eu me tornaria fariseu por completo.

Conforme o tempo foi passando, e fui aprendendo um pouco mais sobre o nosso Deus e buscando viver mais a fé, fui entendendo que essa minha cobrança não faz o menor sentido. Claro que não sou perfeito, claro que não sou perfeitamente puro de coração. É claro que eu peco. Mas o mais importante eu tenho: eu quero ser santo, eu quero que meu coração seja purificado.

Só que anos de cobrança não vão embora de repente. Anos de uma postura psicológica e espiritualmente nociva não se transformam de uma hora para outra em profunda serenidade e paz de espírito.

Por isso, foi importantíssimo (para mim, repito) ouvir o Frei Marcelo dizendo que a santidade está na vivência da própria vocação. Se eu sou casado, cuidar da minha esposa e cuidar dos filhos que um dia, se Deus quiser, teremos já é abraçar essa proposta de vida de santidade, já é um ato de santificação. A grande diferença está em não fazer isso por obrigação, mesmo que a promessa que fiz pelo Matrimônio me obrigue a essas coisas, mas por amor.

Hoje não vejo Deus como um operador de caixa registradora, registrando pecados e atos de caridade, vícios e virtudes, para cobrar o preço adequado. Hoje eu sei que o que tenho de bom é graça de Deus, e sei que meus atos em si não vão me santificar ou me condenar, mas esses atos, associados à intenção com que os executo, e ás circunstâncias, poderão se tornar canal da Graça de Deus para mim e para os outros, ou poderão fechar meu coração para a ação do Espírito Santo.

Hoje eu abraço minha vocação como Cristo abraçou a Cruz, ou seja, não vejo os deveres inerentes ao Matrimônio como uma obrigação, mas como obra e graça de Deus na minha vida, e quero cumprir esses deveres com alegria, por amor e com o coração disponível, gratuitamente.

Que Deus me ajude a ser cada vez menos fariseu, e cada vez mais cristão!

Paixão

Posted in Igreja, Refletindo on abril 2nd, 2010 by Fabão – Be the first to comment

O sacrário está vazio.

O altar está nu.

Meu Senhor morreu pagando por meus pecados.

Guardo silêncio.

Identidade

Posted in Igreja, Refletindo on março 31st, 2010 by Fabão – Be the first to comment

“O homem tem sua verdadeira identidade revelada quando se senta à mesa com Nosso Senhor Jesus Cristo. É na Mesa da Eucaristia que nosso coração fica nu.” – Frei Hoslan, na homilia da Terça-feira Santa.

Se você quer saber quem é, e o que Deus espera de você, vá à Missa, confesse-se com regularidade e comungue. “É na Mesa da Eucaristia que nosso coração fica nu.”

Como eu já comentei aqui, citando a Gaudium et Spes, é Deus que “revela o homem a si mesmo plenamente”.

Mostra-nos, Senhor, quem somos, para que possamos te adorar em espírito e verdade, sem máscaras, com os corações desnudados. Amém!

Anunciação

Posted in Igreja on março 25th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

25 de Março, dia da Anunciação do Senhor. O anjo ajoelhou-se diante da Rainha, proclamou seu estado, saudou-a com formalidade e com certa reverência. Tal humildade da mais excelsa das criaturas diante da Mãe do Criador só pode ser admirada e imitada por nós.

Hoje é o dia, por excelência, para rezarmos o Angelus. Reproduzo abaixo em latim, a língua da Igreja, e em português. Rezemos:

V. Angelus Domini nuntiavit Mariæ.

R. Et concepit de Spiritu Sancto.

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum. Benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui, Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amen.

V. Ecce Ancilla Domini.

R. Fiat mihi secundum Verbum tuum.
Ave Maria…

V. Et Verbum caro factum est.

R. Et habitavit in nobis.
Ave Maria…

V. Ora pro nobis, Sancta Dei Genetrix.

R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Oremus: Gratiam tuam quæsumus, Domine, mentibus nostris infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui Incarnationem cognovimus, per passionem eius et crucem, ad resurrectionis gloriam perducamur.
Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.

R. E Ela concebeu do Espírito Santo.

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

V. Eis aqui a serva do Senhor.

R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria…

V. E o Verbo se fez carne ou então E o Verbo divino encarnou.

R. E habitou entre nós.
Ave Maria…

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Infudi, Senhor, nós vos pedimos, em nossas almas a vossa graça, para que nós que conhecemos pela anunciação do anjo, a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos por sua paixão e sua cruz à glória da ressureição.
Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor nosso. Amém.

Quando as Coisas Acontecem

Posted in Coração de Papelão, Igreja, Refletindo on março 24th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

Li um artigo no excelente Uma só carne. O artigo é do seminarista Valdoir dal Berto, dos Legionários de Cristo, e fala sobre o amadurecimento do relacionamento entre homem e mulher.

Ler um seminarista comentando o assunto com essa maturidade me faz pensar como algumas pessoas podem achar que padres não podem opinar sobre relacionamento homem-mulher, já que não podem tê-lo. Falácia.

Que tenhamos, com a Graça de Deus, relacionamentos cada vez mais maduros. Amém!

Segue o artigo completo, e o link original está aqui.

Quando as Coisas Acontecem

Já passou o tempo do primeiro beijo. Beijinho pra cá e beijinho pra lá. Cadê aquele abraço? Amor como está você? Agora, só xingamentos daqui, gritos e discussões de lá. Será que tudo acabou…?

Todas as novelas de amor começam iguais: um olhar, um gesto, uma brincadeirinha. Inicia assim uma estrada a dois. Ela conhece os gostos dele: futebol, carne mal passada… Ele sabe que ela gosta de rosas vermelhas, de comer pizza no restaurante… Nos finais de semana estão juntos, e não só, se possível todos os dias uma ligadinha, uma visitinha rápida, um sms.

A doença do primeiro encontro começa quando o namoro não acaba mais; ainda não estamos falando de amor verdadeiro. Do beija-beija sentimental, que perdura por dois ou três anos até se chegar a uma decisão: e se juntamos nossas trouxas! Dizem que morar na casa dos pais da namorada virou moda. Justifica-se no amor seguro: sei onde está minha filha, com quem anda, etc. Tudo sem compromisso; quer dizer, um amor de interesses, justificado nos sentimentos, emoções, aventuras passadas juntos, conveniências. Este tipo de comportamento tem selada, como promessa, um grande fracasso.

A outra opção, a daqueles que sim se casam no papel e diante do Altar, porém na imaturidade da vida. O ponto de partida é a falta de conhecimento de si mesmo e da outra pessoa. A realidade da vida concreta pode surpreender todas as expectativas. Por exemplo, qual a reação ao primeiro grito recebido do cônjuge? Ela nunca agiu assim antes! Ou quando o marido chega com cheiro de cerveja: “Nós tínhamos combinado que nada de bebedeiras, não é?” As imagens preconcebidas, o modelo ideal que um fez do outro não se liga com a realidade.

O início desta atitude é só a ponta do iceberg, ou a bolinha de neve que começa a despencar da montanha. A avalanche mesma vai começar a se produzir. Ainda estamos falando de um amor só de interesses. A avalanche começa a engrossar quando, em seu centro, existe o egoísmo da pessoa. Pensar em si mesmo não é pecado, mas sim abusar do próprio ego. Focaliza-se só os próprios padecimentos: as coisas devem ser feitas do jeito que eu quero! O ciúme, por exemplo, escraviza na angústia egoística. “Será que meu marido me está traindo?”

Descendo a grande montanha da vida, nos encontramos com outros problemas pessoais: a vaidade. Expressões como: “eu sim faço as coisas”; “eu me sacrifico pelos filhos, enquanto você vagabundeia”. Até mesmo o fato de se achar superior ao outro: “ele está comigo só por que precisa de mim, quer ser sustentado”. Onde já não estão os dois juntos e cada um for por seus interesses pessoais, ali se monta a pior das avalanches: a destruição de uma cidade, a cidade do matrimônio.

Graças a Deus, nem tudo é catástrofe. Sempre há esperança quando se quer construir juntos uma vida inteira. Dificuldades, todos temos, a questão é como administramos essas dificuldades juntos. A sugestão nasce da experiência do amor desinteressado, ou seja, do amor de doação. Daquele amor primeiro que cada dia cresce com ações concretas. É realmente fazer o esforço por pensar no outro: quando se chega cansado do trabalho, ainda assim um esforço por dar um beijinho na esposa, dizer-lhe uma palavrinha de consolo e carinho, dizer que a comida está gostosa…

Claro que isso leva consigo um requisito: a abnegação. Palavra que os jornais, revistas e livros, e até mesmo os dicionários já esqueceram. Contudo, ab-negare: prescindir de alguma coisa negando a si mesmo. Até mesmo algo que se precisa, com tal de fazer feliz o outro, como pode ser deixar de ir jantar com os amigos para estar com a família; definir um tempo durante o trabalho para ligar para a esposa e saber como ela está; a gratidão pela comida que ela preparou… Bobagens, quem sabe, mas seria melhor classificarmos como gestos de amor.

O miolo dessas atitudes é a maturidade com a qual o casal enfrenta uma unidade a dois, que logo se transforma numa família, graças à fecundidade. Seu sucesso é a esperança no amanhã que se concretiza, cada dia, num novo sim ao amor. Quando o querer bem ao outro não aumenta, automaticamente diminui. Não pode permanecer igual ou indiferente. Quem tem um tesouro sabe apreciar. Valoriza na medida em que conhece o preço da jóia. Pelo contrário, quem joga as pérolas aos porcos é verdadeiramente tolo. Quem trai seu matrimônio é porque no fundo nunca descobriu o seu valor.

Hic est Filius meus dilectus

Posted in Igreja on fevereiro 17th, 2010 by Fabão – Be the first to comment

 

 

…et ecce aperti sunt ei caeli, et vidit Spiritum Dei descendentem sicut columbam et venientem super se. Et ecce vox de caelis dicens: “Hic est Filius meus dilectus, in quo mihi complacui”. (Evangelium secundum Matthaeum 3, 17)