
Há um ano eu me casei. Há um ano eu abri mão da minha individualidade, e descobri minha identidade. Há um ano eu sou eu plenamente.
Essa é a verdade que descobri com o casamento, que abrindo mão de mim eu descubro quem realmente sou, e me encontro. Essa é a lição que nem todos entendem, e que a sociedade atual renega e repudia, a lição de que nossa felicidade está no outro, e não em nós.
Vivo hoje para minha família – por enquanto minha família é minha esposa, pois os filhos virão quando e como Deus quiser –, e vivo muito melhor que quando vivia somente para mim. Sair do próprio umbigo é uma experiência cansativa, que pode ser também dolorosa, mas extremamente proveitosa e recompensadora.
Descobri também que o casamento realçou minhas características. Percebi que sou mais individualista que gostaria, que sou mais teimoso do que gostaria, que sou mais paciente do que imaginava, e ao mesmo tempo mais impaciente com coisas específicas. Percebi que sou engraçado, brincalhão, preocupado, impulsivo, exigente, perfeccionista, extrovertido, carinhoso e muito nerd.
Isso pode ser óbvio para todos que convivem comigo, mas com o casamento eu fui levado a refletir, e percebi isso num nível que eu não havia alcançado ainda. E foi muito bom, pois aprendi que sou melhor do que achava que era, e ao mesmo tempo percebi que tenho muitas coisas a melhorar, e essa melhora já se iniciou.
Vou me tornar perfeito porque me casei? Provavelmente não. Mas vou me tornar uma pessoa melhor, e justamente por causa do casamento. Porque me encontrei, me vi, me observei, e porque decidi crescer com/para/por minha família. Essa é minha vocação, “que Deus me ajude a cumprir esta promessa”.
Naturalmente, eu não passei a existir só após o casamento. Venho de uma família que me ensinou a amar, que me mostrou a fé, que me amou e me formou. Esses valores aprendidos desde o berço é que me levaram a buscar um casamento santo, e Deus me deu a enorme graça de ter uma esposa que busca a mesma coisa.
À minha esposa, minha família, minha Maria: AMO VOCÊ, e quero amar cada vez mais, “como Cristo amou a Igreja”!