Adoro Tango. Acho inclusive que devia ser escrito sempre com T maiúsculo…
Comecei a gostar mais ainda depois de fazer um workshop de Tango e entender um pouco mais os motivos dos meus arrebatamentos…
Como parte do objetivo inicial de criar um blog era partilhar o que gosto com vocês, aí vão gotas de Piazzolla e um vídeo de dança:
1) Libertango, com o Yo-yo Ma
Interessante que a descrição do vídeo fala em “original version”, o que, creio eu, não procede…
2) Adiós Nonino, com a orquestra alemã Cologne Radio Orchestra
Lindíssimo… Nonino é “avôzinho” em italiano, e é como os filhos do Piazzolla chamavam o pai dele. Foi composto quando da morte do pai dele.
3) Fuga y misterio, a minha preferida
Esta é uma versão da Kremerata Baltica, em que dá para ouvir perfeitamente os acentos típicos do Tango, ainda que os improvisos me pareçam pouco adequados… Seja como for, o xilofonista (é isso mesmo?) toca muito!
Agora uma versão do Piazzolla mesmo, com umas imagens genéricas dispensáveis. Vale pelo áudio.
4) Um link do espetáculo “Una noche de tango”, com Natacha Poberaj e Jesus Velasquez. Não dá para incorporar o vídeo, então tem que assitir no Youtube mesmo. Fantástico!
Beijos,
Fabão
P.S.: Ainda estou organizando a casa, mas não posso esperar arrumar tudo, então comecei a postar. ^_^
Um lindo poema, em homenagem a São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, tão justo e santo que foi escolhido por Deus para educar Jesus, padroeiro do Ceará, cujo dia foi comemorado ontem.
Que quando eu casar eu possa ser José para minha esposa.
Inda se vê no céu a estrela matutina A despedir seus raios sobre Nazaré E já trabalha e sua o bom José: Um tanto ferreiro, um tanto carapina
Inda é bem cedo: o galo da manhã clarina, Convida o burgo pobre a se postar de pé. Fina fumaça esfuma o céu, da chaminé Da casa de maria, aos fundos da oficina.
Entra o menino e abraça o pai devagarinho… E a túnica do pai recende a cedro e pinho, O cheiro da floresta quando a chuva cai…
Se um dia, no calvário, ele abraçou a cruz, Por certo há de se lembrar, o salvador Jesus, Que tinha esse perfume a túnica do pai…
(Petrópolis – 12-02-99)
Rogai por nós, Santíssimo José, para que sejamos dignos das promessas de Cristo!
Poema lindo. Pode-se dizer triste, eu o digo verdade.
Receita para fazer um herói Reinaldo Ferreira
Tome-se um homem, Feito de nada, como nós, E em tamanho natural. Embeba-se-lhe a carne, Lentamente, Duma certeza aguda, irracional, Intensa como o ódio ou como a fome. Depois, perto do fim, Agite-se um pendão E toque-se um clarim.
Notem: - mulher na percussão, loira, e mandando bem; - os mega-mullets do saxofonista; - Elke Maravilha na muvuca; - Tim Maia cantando umas barangas que estavam no balcão (tipo um andar de cima); - “Tenho CD pra todo mundo. Só aqui na galeria tem 3 lojas.” ^_^
Depois de muito tempo, escrevi. Nunca entendi, mas sou um poeta de arroubos. Às vezes escrevo um monte de coisa em poucos dias, às vezes passo messes ou anos sem escrever… aí tenho um surto e escrevo. Acho que isso é uma das muitas coisas devo exercitar…
Então aí vai. É um pseudo-soneto sem título.
De tão sereno, já não dói O amor que te entreguei outrora. E tal volúpia nunca fora Como calvário nunca foi.
Quão irreal de tão pequeno, De tão imenso quão concreto, Às vezes escárnio ou afeto… Se o abandonas, não condeno.
Já não sobrevive a chama Que em tanto ardor se esvaiu. Sigo só pela cidade.
Estando o amor por um fio, Dou valor à tua amizade E vivo por quem me chama.
Pois é, o Pavarotti morreu em 6 de setembro de 2007 e eu não falei nada… Mas em 2007 eu quase não postei no blog…
Então fica aí a homenagem póstuma ao homem que me apresentou ao canto erudito. Eu já sabia o quanto ele foi fantástico e tudo o mais. Eu já sabia do seu envolvimento em causas humanitárias e tal. Mas hoje eu vi esse vídeo, e vi o quanto ele era humilde.
Em 1998, teve show do Pavarotti com o Roberto Carlos no Rio Grande do sul. Veja um pedaço de uma notícia do estadão, do dia da morte do Pavarotti:
“Já em 1998, o grande tenor italiano encontrou-se com o Rei da Jovem Guarda, Roberto Carlos. Em uma noite fria de abril, o Estádio Beira Rio, em Porto Alegre, recebeu 60 mil fãs que ouviram o Rei abrir o show com sucessos como Emoções, Nossa Senhora e Jesus Cristo. Na segunda parte da apresentação, o Coral da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e os Pequenos Cantores do La Salle cantaram Amigo, sucesso de Roberto e Erasmo Carlos. Em seguida, Pavarotti soltou sua voz em canções como Una Furtiva Lacrima e La Donna E Mobile. Para fechar a apresentação, um dueto com Roberto Carlos e Pavarotti cantando Ave Maria, de Franz Schubert, e O Sole Mio.” (reportagem completa aqui)
Pois bem, nesse final do show vemos o Pavarotti aplaudir o Roberto e se divertir com a música. E ele não demonstra qualquer descontentamento com a desafinação da orquestra em O Sole Mio… Humilde, simples, um cantor maravilhoso e um excelente profissional. Aí vai o vídeo da Ave Maria (se quiser entrar e ver no youtube, o link é este: http://www.youtube.com/watch?v=zFAjot89zHw), percebam como o Roberto está honrado de estar ao lado do Luciano e como o Luciano tira a voz no final para não “atropelar” o Roberto. Muito legal! ^_^
p.s.: Eu tenho o DVD de uma gravação do Requiem, de Verdi, com o coro e a orquestra do Scala de Milão, com regência do Karajan e um jovem Pavarotti cantando. E naquele 1967, com apenas 32 anos, ele era o melhor cantor no palco.